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Informações
gerais |
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Os morcegos
são animais noturnos e os únicos mamíferos capazes de
realizar um vôo mecânico verdadeiro, sendo isso possível
graças a grandes adaptações que estes animais sofreram
nos membros anteriores. Pertencem à ordem Chiroptera,
que provém do grego “Cheir” (mão) e “Pteron”
(asa), que indica que suas asas são, na verdade, uma mão
altamente modificada. Chiroptera é a segunda maior ordem
entre os mamíferos, possuindo um pouco mais de 1100
espécies, sendo ultrapassada apenas pela ordem dos
roedores (Rodentia). Embora alguns pesquisadores
indiquem uma origem evolutiva única, os quirópteros são
divididos em duas subordens distintas: Megachiroptera,
presente apenas no Velho Mundo (Ásia, África e Oceania)
e Microchiroptera, ocorrendo em todo o globo terrestre.
No Brasil, há registro de 168*
espécies divididas em nove famílias, todas pertencentes
à subordem Microchiroptera |
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Glossophaga
soricina |
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Morcegos
possuem grande importância ecológica, destacando-se a
dispersão de sementes e o controle de pragas. Morcegos
frugívoros, juntamente com as aves, são responsáveis por
mais de 80% da regeneração natural de florestas. No
entanto, morcegos desempenham um papel ainda mais
fundamental, já que são os principais dispersores de
sementes de plantas pioneiras na sucessão ecológica.
Outro grande exemplo da extrema importância ecológica
dos morcegos é a polinização, já que eles são os
principais polinizadores de flores noturnas, sendo assim
de inestimável importância para a manutenção ambiental,
principalmente de zonas áridas. Já os morcegos
insetívoros são importantíssimos no controle de
populações e pragas, já que consomem um grande número de
insetos (e outros artrópodes) em uma única noite. Sendo
assim, fica clara a importância dos quirópteros para a
manutenção ambiental e é até possível arriscar que sem
eles a sobrevivência de inúmeras espécies (inclusive
nós) estaria seriamente ameaçada! |
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2.
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Assim como
grande parte dos animais de sangue quente, morcegos
podem transmitir a Raiva, doença virótica letal.
Morcegos infectados com o vírus rábico costumam
apresentar sintomas como desorientação, vôo diurno e
descontrole nervoso. Por isso, acabam caindo no chão,
onde podem entrar em contato com outros animais e
pessoas e, assim, transmitir a doença. Mesmo os morcegos
que não apresentam sintomas claros podem estar
infectados com o vírus da Raiva e por isso em hipótese
alguma devem ser manipulados por leigos. É bom
ressaltar, entretanto, que mesmo os morcegos sendo
agentes transmissores da Raiva, eles NÃO são uma ameaça
à saúde pública de maneira geral. Mesmo assim, faça sua
parte, mantenha seus animais vacinados contra a Raiva, e
em caso de ataque a humanos, procure IMEDIATAMENTE um
hospital. |
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Restrito em REIS et al. 2007 (Morcegos do Brasil);
MIRANDA et al. 2007 (Rev.
Bras. Zool. 24(4): 1188-1191). |
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